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b-sides


Fora de moda

é...acabou-se o que era doce.

 

 

 

Ao que tudo indica, o Nightwish acabou. Após um mega-show em 21 de Outubro último, na cidade de Oslo, a pomposa vocalista Tarja Turunem recebeu a ordem de despejo, escrita pelos outros integrantes da banda. A expulsão se deu por, segundo eles, uma série de incompatibilidades que tornaram a presença da vocalista insustentável dentro da banda. Ela sempre me pareceu meio sebosona e impostora, pois nunca foi fã de metal. Deixava transparecer que estava ali apenas por que o negócio deslanchou de uns anos pra cá, aí aproveitou para exercer um lado estrelae ganhar uma grana preta. Ridículo!

 

Um fato que me chamou atenção nessa história toda é que quem foi apontado como pivô da separação, foi o marido argentino da vocalista. Esposas sempre foram um problema para as bandas de rock, vide os exemplos de Black Sabbath, Beatles e até mesmo o Sepultura, em que o vocal Max Cavalera pulou fora justamente por causa de sua mulher, dizem. Mas ver um homem ocupando um papel que já foi de Yoko Ono, é no mínimo engraçado.

 

O Nightwish, no entanto, não acabou oficialmente, eu é que estou sendo clarividente em dizer que isso em breve ocorrerá. Tudo por que a banda foi construída em cima do suposto carisma da vocalista, uma coisa muito personalista, tanto que ela se sentiu no direito de estar acima dos outros integrantes. Um caso do passado semelhante a esse foi o do Nirvana, que além de ter uma esposa mala metida no meio – Sra. Courtney Love – acabou junto com o estoque de heroína, que fez o Kurt Cobain mucho loco, vir a se matar.

 

Bem, se acabar também já foi tarde. Tava ficando chata essa modinha de meninas de preto, pretensas góticas do alto de seus treze anos, treinando falsetes no pátio da escola e infestando ainda mais, o já infestado Garage (reduto rock localizado na zona norte do Rio). As revistas direcionadas ao gênero também estavam insuportáveis, estampando a melhor banda dos últimos tempos da última semana (Titãs...que merda!) e que era uma cópia cuspida e escarrada da banda finlandesa.

 

O que me faz ficar receoso é pensar no que vem por aí agora. Será que depois do melódico, do emocore, do new metal e do black metal de butique, só para citar alguns, a indústria cultural vai se apropriar algo de bom do underground metálico? Como não sou uma polyana, creio certamente que não. Preparem-se por que lá vem bomba!



Escrito por Mr. B às 01h15
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