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Pare de sofrer!

Tava vendo alguns panfletos daqueles dão na rua. O que é um grande mistério como a gente se sente atraído por algo que está sendo lhe dado de grátis, mesmo que seja a porcaria de um papelzinho sem a menor utilidade senão a de encher os seus bolsos de lixo.

 

Um deles falava sobre os males do cigarro, drogas e bebidas – Por onde será que eu andei? Não me lembro de ter passado na frente de nenhuma igreja de crente ou coisa parecida – fazia vários questionamentos básicos do tipo “Quer parar de fumar? Tem problemas de alcoolismo na família?” e etc.

 

Por um instante eu cheguei a responder mentalmente aquelas perguntas e a conclusão que o panfleto chegou para mim, foi então profícua. Sou beberrão, fumo como uma chaminé e a favor da legalização da maconha. Mas, no entanto, não acho isso uma coisa de todo ruim.

Claro que corre o risco de eu ter um enfarte aos 30 anos e dar adeus ao mundo cruel, ou...não. Já ouvi tantos casos de pessoas que tinham um ótimo condicionamento físico e que no entanto, foram atropeladas ali na esquina, por alguma moto desgovernada. Tudo é muito relativo.

 

Deixando os clichês de lado, acho que seria bem mais provável que eu tivesse um enfarto ou desenvolvesse um tumor na cabeça caso eu não fizesse uso das minhas drogas, lícitas ou não. Não pensem mal de mim, não vivo jogado na sarjeta e muito menos tenho como despertador a língua de um vira-lata sarnento.

 

Mas considero o uso recreativo de drogas algo completamente saudável, assim como fazer yoga ou coisa do tipo. Enquanto outros exemplos de “vida saudável” acabam se revelando armas letais contra o ser humano, me refiro aos anabolizantes usados pelos saudáveis praticantes de musculação e afins.

 

E deixando a politiquice correta de lado, é bom que admitamos que não há nada melhor do que uma cervejinha no final da tarde de sexta feira depois daquele dia estafante, se acompanhado de um cigarrinho ainda... hmmm, nada melhor.

 

A questão é saber usar essas drogas a seu favor e não viver em função delas, como o tal panfletinho amarelo considerava que acontecia em 100% dos casos.

É bom terminar esse texto dizendo que não recebi nenhuma espécie de verba, presente ou agrado de qualquer empresa de bebida alcoólica ou de cigarros. É apenas uma questão de opinião, etílica e só.



Escrito por Mr. B às 01h10
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Tem dias em que os dias são chatos demais. Pode ser por excesso de coisas para fazer, ou justamente pelo contrário, o que é o meu caso, por não ter nada com o que se preocupar emergencialmente ou apenas para pensar com mais afinco.

 

Aí você acaba fazendo o quê? Pensando merda, obviamente. Começa a formular grandes discursos para certos momentos já passados, em que um nó na garganta e um branco na mente te privaram dessa lucidez, desse discurso primoroso preparado meticulosamente, mas já sem serventia alguma.

 

Se pelo menos pudesse ligar para a pessoa em questão e despejar essa verborragia, e não ser chamado de louco, seria uma boa saída. Mas certamente, ao ser indicado para um quarto num manicômio, ficaríamos novamente ser ter o que dizer.

 

Outro pensamento freqüente e torturante das horas de ócio, os famosos dilemas que confudem a mente, no eterno balanço entre os pontos positivos e negativos. “Será que eu serei mais feliz se voltar para a academia? Mas é tão ruim ficar malhando, mas é tão bom ter um corpo legal” e assim vai.

 

Por último, antes que a preguiça lhe tome por completo, começamos a imaginar como seria “se...”. Essa é a pior parte, na minha opinião, pois ficamos naquela viagem eterna de que “se fôssemos chamados para aquele emprego...”, “se tivesse ficado um pouco mais naquela festa...” e etc.

 

Enfim, não existe ócio criativo. Existe criatividade ociosa, e ela enche o saco!



Escrito por Mr. B às 00h34
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